|
Inclino-me
à
sombra deste
forte ciprestre
para encher
de folhas
secas minhas
mãos
perambulando
peregrino
em busca
do sol
paro, todavía,
à
luz desse
calor.
Seguro-as
em minhas
mãos,
talvez delas
alguma formiga
escape,
temerosa
e incerta,
mas não
importa
ao habitante
furtivo
senão
a sensação
de apreciar
o conteúdo.
Folhas que
foram mexidas
pelo vento
e caíram
dançando
em suaves
movimentos...
Talvez nunca
imaginaram
que na tarde
vazia
a juntá-las
com meus
limites
eu me demoraria.
E é
essa a existência:
o morto
com o vivo,
coexistindo
sem pausa
sobre leitos
repousantes
embaixo
de nuvens
que passam
sem parar
o caminho
mudando
seus contornos
de indiferentes
fluidos.
E o cipreste
me refresca,
me descansa,
me agrada
e encosto
minha testa
sobre corpo
tão
ereto
fecho meus
olhos e
minhas mãos
afrouxam
liberando
as folhas
que já
dormem comigo.
Autor: Alberto
Peyrano
Versão
em português:
Cleidiner
Ventura/Anjo
Todos os
Direitos
Reservados
|