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Vestes

veste-se
o agora com
roupagens
nuas
e açoites
de cheiros
mundanos
pelo corpo,
águas
embalam pedras,
lavando a
alma
com folhas
caídas
inundando
leitos como
se esperma
fosse ao íntimo
do chão
há
‘inda o frio
que aquece
e permite
o aconchego
das brumas
nos versos
que fundem
amores
e indistintamente
fazem cores
no bailar
do
todo à
volta
assim é
o a rigor
do tempo
que passa
e se insinua
fazendo enamorada
a lua
envolta em
amores e brandos
com ruído
de passos
alheios
veste-se o
agora com
roupagens
nuas
e açoites
de cheiros
mudanos

Autor:
Jurandir
Argôlo
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Reservados
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